MISTÉRIO NO PARQUINHO DA 302 NORTE!
Alunos do 6º ano participam de escavação paleontológica e encontram crânio enterrado em parquinho
Na última terça-feira (12/05), as turmas do 6º ano do CEF 102 Norte viveram uma das aulas mais diferentes do ano. E talvez uma das mais tensas também. Afinal… não é todo dia que alguém encontra um possível fóssil enterrado no meio de um parquinho.
O Filipe Sensei e seus estagiários levaram os alunos para uma verdadeira simulação de escavação paleontológica fora dos muros da escola. Sem ônibus. Sem passeio turístico. O destino foi logo ali: o parquinho da quadra vizinha. Mas o clima parecia episódio do National Geographic.
Ao chegarem ao local, os alunos foram avisados de que existiam vestígios fósseis na área e que qualquer descuido poderia comprometer milhões de anos de história. Uma área foi isolada com barbante e só era permitido entrar com autorização do professor.
Os alunos receberam instruções de como agir como verdadeiros paleontólogos: usar luvas, pincéis, fazer medições, registrar informações e trabalhar com extrema delicadeza.
Ou pelo menos era essa a ideia.
Porque segundo testemunhas, houve aluno que claramente acreditou que o método científico correto seria “pular o barbante e arrancar tudo com a mão mesmo”.
A descoberta começou aos poucos. Primeiro pequenos indícios surgiram debaixo da areia. Depois o formato começou a ficar mais claro… até que finalmente apareceu o crânio completo.
E aí começou o caos.
Muitos alunos ficaram convencidos de que o crânio era real. Outros começaram imediatamente a teorizar se aquilo era humano, macaco ou alienígena. O objeto encontrado era, na verdade, um crânio de australopiteco produzido em impressora 3D com pintura extremamente realista, cedido pelo Projeto Homo Ludens da UnB.
A encenação ficou ainda mais séria quando o Sensei começou a medir profundidade, órbitas oculares, dentes e tamanho do fóssil, enquanto os alunos anotavam cuidadosamente data, horário, localização e características do achado em seus cadernos.
Tudo parecia incrivelmente profissional.
Inclusive o momento em que alguns alunos juraram ter encontrado dentes espalhados pela área da escavação. O material suspeito foi imediatamente separado para “análise laboratorial”. Horas depois, especialistas concluíram que eram… pedrinhas.
As escavações aconteceram em dois momentos:
- primeiro com as turmas 6ºB e 6ºC;
- depois do intervalo, com 6ºA e 6ºD.
No encerramento da atividade, o crânio foi removido cuidadosamente do solo, embalado em um saco esterilizado e hermeticamente fechado para evitar contaminações e transportado para futuras “análises laboratoriais”.
A atividade contou com apoio da direção da escola, trabalho dos estagiários e parceria do Projeto Homo Ludens da UnB, responsável pelos crânios impressos em 3D utilizados na experiência. Esse projeto é crânio!
E teve também despedida em grande estilo: este foi o último dia da estagiária Yasmim no CEF 102 Norte. Depois de ajudar na organização da escavação, orientar alunos e participar da atividade inteira, ela encerrou sua passagem pela escola literalmente deixando marcas na areia da arqueologia escolar.
Uma coisa é certa: depois dessa aula, dificilmente alguém do 6º ano vai esquecer o que faz um paleontólogo.
🕵️♂️ Reportagem do setor investigativo do Fofocas do Passado
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